Eu li uma entrevista com Carine Roitfeld aonde ela conta sobre seu livro Irreverent (lembram? Já falei AQUI) . Ela contou que o poder da roupa está todo no corpo de quem a veste ……

“Irreverent saiu no timing perfeito porque vira uma página. É um livro sobre trinta anos de trabalho e de vida e agora estou em uma outra etapa da minha vida, em outro momento”
Perguntada sobre como ela se vê nesta nova fase, ela responde: “Não sei bem, porque, honestamente, não estou projetando muito longe, estou aproveitando o momento e estou gostando dessa nova liberdade. Tenho trabalhado como convidada para algumas revistas, a maioria norte-americanas e tenho uma linha de cosméticos a ser lançada. É um novo momento na minha vida e na minha carreira, depois de trinta anos de trabalho editorial, talvez agora eu comece a trabalhar de uma forma completamente diferente.”



Carine disse que para ela não existem regras na moda. Disse também que uma fotografia é como um jogo. Só tem de ser muito chique. Por isso ela trabalha com fotógrafos como Mario Testino, que consegue tornar seu sonho e sua fantasias possíveis numa fotografia e a levam na direção certa, sempre com uma atitude: “a mulher decide sempre o que fazer. Mesmo que esteja vestindo um bandage, mesmo que esteja nua e de saltos altos ao atravessar a rua, é ela que decide sempre, e nunca está dependendo das opiniões de ninguém.”

“Não sou muito tímida, sabe. Sou uma mulher real, com a vida e na forma como trabalho, mas, tenho as mesmas ambições de um homem. Adoro o look feminino, sempre adorei, mas não sou feminista.”

Quando disseram à Carine que o mundo inteiro inveja o chique parisiense que ela levou mais longe, ela completou dizendo que as mulheres que vivem em Paris têm uma constante educação em moda.


E acrescentou dizendo que nunca gostou da forma tradicional de vestir, mas sempre gostou do clássico e de dar-lhe um certo edge. “É disso que as pessoas gostam no meu estilo desde sempre. Porque eu me visto sempre da mesma maneira, uso sempre peças justas, mas nada de muito excêntrico. Gosto de enrolar uma carteira chanel no pescoço e transformá-la num colar punk.”


Sobre o título de seu livro, IRREVERENT, Carine contou que não foi fácil encontrar uma palavra que a traduzisse em diferentes níveis e tinha de ser internacional.



“Acho que é uma forma poética de dizer que se é politicamente incorreto. Eu gosto disso, é ambíguo e poético, e todos conseguem compreender, sejam franceses, ingleses, portugueses.”

Eu já arrematei o meu Irreverent e adorei! Alguém também gostou? Eu super recomendo!!!
Fotos”Reprodução